Transverberação de Santa Teresa de Jesus

 

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O Êxtase de Santa Teresa ou a Transverberação de Santa Teresa (1647–1652) é uma escultura de Gian Lorenzo Bernini um dos maiores escultores do século XVII, representando a experiência mística de Santa Teresa de Ávila trespassada por uma seta de amor divino por um anjo, realizada para a capela do cardeal Federico Cornaro.

 

Hoje, 26 de agosto, lembramos a Transverberação de Santa Teresa de Jesus.

A transverberação é a manifestação da força do amor de Deus aceito, desejado e vivido pela Santa no seu matrimônio espiritual.

“Entre as virtudes de Teresa, ocupa lugar eminente o amor de Deus que, o próprio Jesus Cristo nela infundiu, através de muitas visões e revelações. Duma feita, fê-la sua esposa; em outra ocasião, Teresa viu um Anjo que lhe transverberava o coração com um dardo de fogo. Por estes dons celestes, a chama do divino amor ateou-se tão ardentemente nela, que emitiu voto de fazer sempre o que acreditasse ser mais perfeito, o que desse maior glória a Deus.”
Gregório XV, Bula de Canonização de Santa Teresa de Jesus.

Partilhamos o testemunho de Santa Teresa de Jesus sobre o recebimento desta Graça:

“Quis o Senhor que eu tivesse algumas vezes esta visão: eu via um anjo perto de mim, do lado esquerdo, em forma corporal, o que só acontece raramente. Muitas vezes me aparecem anjos, mas só os vejo na visão passada de que falei. O Senhor quis que eu o visse assim: não era grande, mas pequeno, e muito formoso, com um rosto tão resplandecente que parecia um dos anjos muito elevados que se abrasam. Deve ser dos que chamam querubins, já que não me dizem os nomes, mas bem vejo que no céu há tanta diferença entre os anjos que eu não os saberia distinguir.

Vi que trazia nas mãos um comprido dardo de ouro, em cuja ponta de ferro julguei que havia um pouco de fogo. Eu tinha a impressão de que ele me perfurava o coração com o dardo algumas vezes, atingindo-me as entranhas. Quando o tirava, parecia-me que as entranhas eram retiradas, e eu ficava toda abrasada num imenso amor de Deus. A dor era tão grande que eu soltava gemidos, e era tão excessiva a suavidade produzida por essa dor imensa que a alma não desejava que tivesse fim nem se contentava senão com a presença de Deus. Não se trata de dor corporal; é espiritual, se bem que o corpo também participe, às vezes muito. É um contato tão suave entre a alma e Deus que suplico à Sua bondade que dê essa experiência a quem pensar que minto.” (Santa Teresa de Jesus, Livro da Vida, cap. 29, 13)

 

 

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Nesta foto o Coração Transverberado de Santa Teresa de Jesus – Foto tirada na Igreja Da Anunciação em Alba de Tormes, onde se encontra esta Relíquia.

 

Entreguei-me toda e, assim,
os corações se hão trocado:
Meu Amado é para mim,
e eu sou para meu Amado.

Quando o doce Caçador
me atingiu com sua seta
nos meigos braços do Amor,
minh’alma aninhou-se, quieta.
E a vida em outra, seleta,
totalmente se há trocado:
meu Amado é para mim,
e eu sou para meu Amado.

Era aquela seta eleita
ervada em sucos de amor,
e minha alma ficou feita
uma, com o seu Criador.
Já não quero eu outro amor
que a Deus me tenho entregado:
meu Amado é para mim,
e eu sou para o meu Amado.

 

Desejais que vosso amor, como fogo ardente, abrase todos nós; tornai-nos, com Santa Teresa, testemunhas e artífices de vossa caridade na terra.

 

( Cristina Stein Hoff da Comunidade OCDS  Santa Teresa Benedita da Cruz, de São Leopoldo, RS, com a colaboração de Marta Regina Lopes dos Santos, Comunidade Santa Teresa de Porto Alegre, RS)

 

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