Mês: novembro 2017

Duruelo – 28 de Novembro de 1568

A caminho de Duruelo

Em finais de Setembro de 1568 parte Frei João para fundar em Duruelo, o primeiro convento do Carmo Descalço. No bornal leva a ilusão de uma entrega radical a Deus, uma vida de universitário inteligente e capaz, o que aprendeu nos dias de Valladolid, um hábito novo que Santa Teresa coseu com as próprias mãos.
Duruelo é um lugar pobre, distante de tudo, perdido na meseta castelhana, desconhecido. Na verdade, não era mais que um barracão para guardar as alfaias dos segadores e onde estes mesmos se recolhiam durante o tempo das colheitas. No Verão anterior a Madre visitou o casebre que lhe tinham oferecido para convento, e as suas companheiras tiveram por loucos os que dali fizessem convento para viver. Estava tudo tão sujo e imundo que, apesar do entardecer, ninguém ali quis dormir. Ouçamos as suas palavras:

«Saímos de manhã para Duruelo, mas como não sabíamos o caminho perdemo-nos. E, sendo o lugar pouco conhecido, ninguém sabia dar indicações precisas.
Quando entramos na casa, estava de tal maneira que não nos atrevemos a ficar ali naquela noite. Tinha um portal razoável, uma sala, um sótão e uma pequena cozinha. Pensei que do portal podia fazer-se a igreja, o sótão servia bem para o coro e a sala para dormir.
As minhas companheiras diziam-me: «Madre, não há com certeza, homem, por santo que seja, que resista a viver nesta casa».
Mas frei João da Cruz, concordava com a pobreza da casa para convento. Combinamos, pois, que o padre frei João da Cruz fosse acomodar a casa para poderem entrar. Tardou pouco o arranjo da casa, porque ainda que se quisesse fazer muito, não havia dinheiro.
No primeiro domingo do Advento deste ano de 1568 celebrou-se a primeira Missa naquele pequeno portal de Belém. Chamo-lhe assim, porque não creio que fosse melhor que o presépio.
Os quartos tinham feno por cama, porque o lugar era muito frio, e, pedras por cabeceira. Muitas vezes, depois de rezarem levavam muita neve nos hábitos que neles caía pelos buracos do telhado.
Iam pregar a muitos lugares próximos dali, o que me deixou muito contente. Iam descalços e com muita neve e frio, porque no princípio, não usavam calçado, como mais tarde lhes mandaram.
Em tão pouco tempo, alcançaram tanta estima das pessoas, que nunca lhes faltava alimentos, pois traziam-lhes mais do que o necessário. Isto foi para mim grande consolo, quando o soube.
Praza ao Senhor fazê-los perseverar no caminho que agora começaram.» (Livro das Fundações 13:2-3)

teryjuan Duruelo 2

 

Os padres António e João viviam tão entusiasmados por começar o projeto que Santa Teresa lhes apresentou que prontamente aceitaram tudo o que outros, bem avisados, recusariam. A casa, porém, tinha carácter provisório, até que se encontrasse algo mais cômodo. Durante dois meses – Outubro e Novembro – Frei João acomodou aquela arrecadação com o apoio da sua mãe, irmão e cunhada. Ficou um lindo convento. Ou parecia…
Quando as limpezas ficaram prontas apareceram o P. António e mais dois companheiros. A inauguração ocorreu no dia 28 de Novembro de 1568, há 449 anos. Era o primeiro domingo do Advento. Presidiu à cerimônia o Provincial de Castela, em cujas mãos professaram os religiosos o seu desejo de viverem «segundo a regra Primitiva». Frei João de São Matias mudou o nome para Frei João da Cruz.

 

duruelo3

Em Duruelo começou uma nova família religiosa. Qual renovo ela vem do velho tronco do Carmelo, dele recebe os seus valores essenciais enriquecidos pelas intuições de Santa Teresa, de São João da Cruz e dos que a ele se uniram. Conscientes disso assumiram a Regra antiga e uniram-lhes umas Constituições que Frei João e o P. António escreveram adaptando as que Teresa de Jesus tinha escrito para as suas freiras.
Esta nova família religiosa que surge na Igreja tem também uns valores específicos e também uma estética própria. Não se trata da solene arquitetura cartuxana (para onde anteriormente Frei João queria ir-se), mas algo mais próximo à pobre casinha de Fontiveros, onde crescera.
Tal como fizera Santa Teresa quando fundou o primeiro Carmelo – o de São José de Ávila – também este é um edifício pré-existente transformado em convento. É o que havia, que os cobres não davam para mais. O convento ficava assim num lugarelho minúsculo, meio dos seus vizinhos e com uma casa pobre como a deles.
Na verdade, Santa Teresa sempre fundou em centros urbanos, com desejo de que fossem pontos de referência para a população local, que deveria ter nas Carmelita uma boa proximidade. O mesmo queria para os seus frades. E se agora se inaugurava num lugar longínquo e perdido, ela tinha a fundação por provisória, pois o que mais desejava era mudá-los para a cidade tão cedo quanto possível.

Em setembro de 1569 a casa foi elevada à categoria de priorado com Antônio de Jesus, prior, e João da Cruz, subprior e mestre de noviços, e foram recebidos os dois primeiros candidatos: Pedro dos Anjos, leigo, e João Batista, corista. Como se sabe, a fundação de Duruelo transladou-se para Mancera em 11 de junho de 1570 e ali professaram nas mãos de frei João da Cruz seus dois primeiros noviços no dia 8 de outubro de 1570.

Fonte:  http://chamadocarmo.blogspot.com.br

“Diante do Rei dos Reis Todo Joelho se Dobrará”

24058838_1455115967934255_6792665229367869943_n

 

É o Rei! À nossa frente está!

É feliz quem O adorar!

É Jesus, o nosso Mestre e Rei!

Bem aqui, tão perto se deixa encontrar!

Diante do REI DOS REIS, TODO JOELHO SE DOBRARÁ!

Viva Cristo, Rei do Universo!

«A Minha realeza não é deste mundo» 

Tu és rei eternamente, meu Deus […]; quando dizemos no Credo que o Teu «reino não terá fim», sinto quase sempre uma alegria muito especial. Eu Te louvo, Senhor, bendigo-Te para sempre! No fim, o Teu reino durará eternamente! Não permitas nunca, Mestre, que os que Te dirigem a palavra julguem poder fazê-lo só com os lábios. […] Certamente, quando vamos ao encontro de um príncipe, não lhe falamos com o mesmo à-vontade que a um aldeão ou a uma pobre religiosa como nós: seja qual for a maneira como nos falarem estará sempre bem.
Sem dúvida que a humildade do nosso Rei é tal que, apesar da minha ignorância das regras da linguagem, Ele não deixa de me escutar e de me permitir aproximar-me d’Ele. Os Seus guardas não me afastam, pois os anjos que O rodeiam não ignoram que o seu Rei aprecia mais a simplicidade de um humilde pastor que, se pudesse, diria mais que todos os belos raciocínios dos maiores sábios e letrados, se não forem humildes.
Mas se o nosso Rei é bom, não é razão para nos mostrarmos grosseiros. Nem que seja apenas para Lhe testemunhar a minha gratidão por Ele Se dignar suportar junto a Ele uma pessoa tão repugnante como eu, é justo que eu reconheça a Sua nobreza e grandeza. Na verdade, basta aproximarmo-nos d’Ele para compreendermos isso. […] Sim, aproximai-vos d’Ele minhas filhas, mas pensai e compreendei a Quem ides falar, ou com Quem falais já. Nem em mil vidas como a nossa chegaremos a compreender as deferências que merece um tal Senhor, diante de Quem tremem os anjos. Ele tudo comanda, tudo pode; para Ele, querer é operar. É justo, minhas filhas, que procuremos alegrar-nos com as grandezas do nosso Esposo, que compreendamos de Quem somos esposas e, assim, saibamos que santidade deve ser a da nossa vida.

                                                                         Caminho de Perfeição, 22 (Santa Teresa de Jesus)

 

 

V Encontro Provincial OCDS – Província Nossa Senhora do Carmo – Brasil Sul

V Encontro Provincial OCDS Província Nossa Senhora do Carmo Brasil Sul 2017 (1)

 

Realizou-se neste final de semana (dias 17,18 e 19 de novembro de 2017) o V Encontro Provincial OCDS, da Província Nossa Senhora do Carmo , região Sul do Brasil. O Encontro aconteceu em Porto Alegre, na Casa de Oração São João da Cruz, pertencente ao Freis Carmelitas.

Nesta ocasião recordamos e comemoramos os Centenários de Nossa Senhora Aparecida (300 anos) e Nossa Senhora de Fátima(100 anos).

Com o tema “Nos Centenários de Aparecida e Fátima, Aprendamos com Maria a Ser como Jesus”,  refletimos sobre “As mensagens de Aparecida e de Fátima “, “A Virgem Maria na Palavra de Deus “, “O Sim de Maria, O Sim de Nossa Vocação no Carmelo Secular“,  “Maria e as promessas de Castidade, Pobreza, Obediência e das Bem-Aventuranças! “, “A verdadeira devoção mariana – Maria, modelo de configuração com Cristo”. 

Entre as palestras, momentos de oração, partilhas, missas e recreação, houve uma grande integração das seis comunidades representadas no Encontro.

Ficamos felizes de conviver nestes dias com nosso irmãos que vieram das Comunidades  Santa Teresinha do Menino Jesus de Campo Mourão, Santa Teresa de Jesus de Curitiba, Santa Teresa de Jesus de Caxias do Sul, Santa Teresa Benedita da Cruz de São Leopoldo, Nossa Senhora do Carmo de Porto Alegre e Santa Teresa de Jesus, também de Porto Alegre. Sentimos falta dos irmãos das Comunidades São José de Curitiba e São João da Cruz de Rio Grande.

Na esperança de encontra-los, todos, no  próximo ano, em Curitiba, no amor de Maria, Jesus e Teresa, desejamos as bençãos  de Nosso senhor Jesus Cristo e um até breve

A Verdadeira Devoção Mariana- Encontro Provincial

A Virgem do Silêncio

 

 

 

V Encontro Provincial OCDS – Província Nossa Senhora do Carmo – Brasil Sul

V Encontro Provincial OCDS Província Nossa Senhora do Carmo Brasil Sul 2017 (1)

 

Estamos passando aqui só para lembrar de nosso Encontro Provincial que irá se realizar nos dias 17, 18, e 19 de novembro na Casa de Oração São João da Cruz.

A presença de cada um é importante. Esperamos que este seja um grande momento de integração de nossas comunidades, de espiritualidade carmelitana, de festa, pois vamos comemorar  e refletir  sobre os 300 Anos em que a imagem de  Nossa Senhora da Conceição Aparecida  surgiu nas águas do rio Paraíba e  os 100 Anos  das Aparições de Nossa Senhora de Fátima.

Solicitamos que em preparação para este momento rezemos:

ORAÇÃO PARA O ENCONTRO DA

PROVÍNCIA NOSSA SENHORA DO CARMO OCDS

Ó Deus, Trindade Santa e adorada, Vós nos chamastes para o carisma teresiano da Ordem Carmelita Descalça Secular. Ajudai-nos a permanecer intimamente unidos convosco, vivendo o mistério da vossa presença em nossas famílias e comunidades. Pacificai-nos para vivermos despertos na fé e na esperança, trabalhando para o bem da Igreja e das necessidades do mundo.

Ó Cristo, Nosso Deus Amado, tende misericórdia do vosso povo. Iluminai-nos nas noites espirituais para irradiarmos a vossa presença silenciosa e orante neste mundo tão necessitado. Ensinai-nos a escutar e meditar vossas palavras de vida eterna. Revesti nossas comunidades conforme o vosso Coração para vivermos em obséquio de Vós, que sois o Caminho e a Verdade.

Ó Espírito Santo, amor do Pai e do Filho, consumi-nos em teu fogo divino, para renovar tudo aquilo que precisa mais dos teus dons e dos teus frutos. Vinde, consolador dos pobres, e animai-nos a seguir Jesus Cristo, como autênticos discípulos e missionários para o Povo de Deus.

Ó Divino Pai Celeste, cobri de amor cada uma de vossas criaturas, pois precisamos de Vós. Concedei-nos contemplar o abismo luminoso da Vossa Misericórdia Infinita. Consagramo-nos nossas vontades a Vós, para que o Vosso Nome seja santificado e o Vosso Reino celestial venha para toda a humanidade.

Ó Nossa Senhora do Carmo, Padroeira da nossa Província, vós sois nosso modelo de oração e vida interior. Santa Maria do Escapulário, guiai nossa vida conforme o espírito das bem-aventuranças e dos conselhos evangélicos de pobreza, obediência e castidade. Mãe da Divina Graça, rogai por nós, para que possamos viver a santidade a cada dia, subindo esse Monte, que é Jesus Cristo, Nosso Senhor.

                                                                        Amém!