Autor: ocdscomunidadescarmelitasdosuldobrasil

Nossa Senhora de Fátima Rogai por nós!

 

Nossa Senhora de Fátima

Maio mês das mães, maio mês de Maria!

Que dia melhor para comemorar o dia das Mães do aquele em que comemoramos o dia da Mãe de Deus?

Hoje comemoramos Nossa Senhora de Fátima, vamos lembrar um pouquinho da sua história?

Em maio de 1917 o Papa Bento XV, em meio a Primeira Guerra Mundial, convocou todos os católicos para se unirem em oração e pedirem a  Nossa Senhora que intercedesse na guerra e trouxesse paz para aquele momento. E foi a partir daí que começa a história de Nossa Senhora de Fátima.

História de Nossa Senhora de Fátima

Nossa Senhora de Fátima.2

Oito dias após a convocação do Papa, em resposta as orações, Nossa Senhora de Fátima fez sua primeira aparição em 13 de maio de 1917 na pequena aldeia de Fátima em Portugal. Em um local chamado “Cova de Iria”, ela apareceu para três pequenos pastorinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta.

Por volta de meio-dia eles brincavam pelo campo enquanto cuidavam de um pequeno rebanho quando pararam para rezar o terço, como já era de costume. Queriam voltar logo para a brincadeira e por isso rezaram à moda deles e rapidamente voltaram para o campo e foi quando viram um clarão bem similar ao de relâmpagos.

Acharam que ia chover e por isso se recolheram para ir embora e foi quando viram um segundo clarão em cima da copa de uma árvore (chamada azinheira) e em seguida viram Nossa Senhora de Fátima. Assustados, quiseram correr, mas Nossa Senhora logo os tranquilizou e pedindo que não tivessem medo, pois ela vinha do Céu.

Segundo relato dos próprios pastorinhos, a visão era de uma “Senhora mais brilhante que o Sol”, e em suas mãos pendia um Rosário. Serena e tranquila disse às crianças:

“Vim para pedir que venhais aqui seis meses seguidos, sempre no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Em seguida, voltarei aqui ainda uma sétima vez.”

E as aparições aconteceram sete meses seguintes conforme o prometido.

Antes de ir embora, Nossa Senhora de Fátima ainda ressaltou:

“Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo, e o fim da guerra.”

 

As aparições de Nossa Senhora de Fátima

As aparições continuaram nos meses seguintes e mesmo em meio a perseguições, maus tratos e acusações de serem mentirosos, Lúcia, Francisco e Jacinta estavam na Cova de Iria para esperar por Nossa Senhora de Fátima. Tanto que na segunda aparição, haviam apenas 50 pessoas os acompanhando.

Mas isso foi mudando e na terceira aparição prometeu um milagre para que o povo acreditasse nas crianças. E na última aparição, em 13 de outubro, o milagre aconteceu. Haviam com eles mais de 70.000 pessoas e em meio a multidão, do meio das nuvens negras, o sol surgiu e começou a girar sobre si mesmo como se fosse uma imensa bola de fogo.

E foi também nessa última aparição que Nossa Senhora de Fátima revelou ser a “Senhora do Rosário” e pediu que ali fosse construída uma capela em sua homenagem.

Segredos de Fátima

Na terceira aparição de Nossa Senhora de Fátima foi revelado a Lúcia um   Segredo constituído por três partes que seriam reveladas posteriormente nas demais aparições. São eles, nas próprias palavras de Lúcia:

1ª parte – A visão do Inferno

“Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados em esse fogo, os demónios e as almas, como se fossem transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gemidos e gritos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor.

Os demónios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparente e negros.

Esta vista foi um momento, e graças à nossa boa Mãe do Céu, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu (na primeira aparição)! Se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor”.

2ª parte – Devoção ao Imaculado Coração de Maria

“Nossa Senhora me disse que nunca me deixaria e que Seu Imaculado Coração seria o meu refúgio e o caminho que me conduziria a Deus.Que foi ao dizer estas palavras que abriu as mãos, fazendo-nos penetrar no peito o reflexo que delas expedia.

Parece-me que, em este dia, este reflexo teve por fim principal infundir em nós um conhecimento e amor especial para com o Coração Imaculado de Maria; assim como das outras duas vezes o teve, me parece, a respeito de Deus e do mistério da Santíssima Trindade. Desde esse dia, sentimos no coração um amor mais ardente pelo Coração Imaculado de Maria”.

3ª parte – A última revelação do Segredo

“Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fogo em a mão esquerda; ao cintilar, despia chamas que parecia iam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro:

O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos n’uma luz imensa que é Deus: “algo semelhante a como se vem as pessoas n’um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”.

Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, n’êles recolhiam o sangue dos Mártires e com êle regavam as almas que se aproximavam de Deus.”

A mensagem que fica e continua sendo atual até mesmo nos dias de hoje é que Nossa Senhora de Fátima veio nos lembrar que Deus existe, nos ama e pode nos salvar desse mundo devastado pela guerra e pela fome. Devemos ter fé e sempre lembrar de suas palavras quando tudo parecer perdido ou sem solução.

                   Oração a Nossa Senhora de Fátima

Virgem Santíssima,
transbordante da mais pura alegria
pela presença em vós do Verbo Divino Encarnado,
fazei com que, imitando na terra a pureza de vossa Anunciação,
a caridade de vossa Visitação a Santa Izabel,
amor terno a Jesus recém-nascido no presépio,
a humilde obediência com a qual vos apresentastes
no templo de Jerusalém,
possamos merecer também, como vós,
pela solicitude constante em buscarmos a Jesus durante a vida, encontrá-lo definitivamente no templo de Sua Glória Eterna.
Amém.

 

Extraído de: https://www.nossasagradafamilia.com.br/conteudo/historia-de-nossa-senhora-de-fatima.html

Neste dia te pedimos, Senhora de Fátima, que  abençoe todas as mães e principalmente interceda pelas mães das nossas comunidades OCDS da Província Nossa Senhora do Carmo ,Brasil -Sul. Que Maria Nossa Mãe do Céu, seja o amparo, a fortaleza e a intercessora, em todos os dias, de nossas mães da terra. Que as mães de nossas Comunidades sejam luz no caminho  e exemplo de ternura, compaixão, sabedoria, alegria e paz ,para seus filhos!

Comunidade Santa Teresa Benedita da Cruz, de São Leopoldo>

 

Comunidade Santa Teresa de Jesus, de Curitiba

 

Comunidade Santa Teresa de Jesus de Porto Alegre:

Promessas e Renovação de Promessas na Província Nossa Senhora do Carmo

Na terça feira, dia 27,na missa das 07h da manhã, na Comunidade Santa Teresa de Jesus de Caxias do Sul Vera Maria D’Arrigo fez suas promessas definitivas,

 

 

Durante as festividades da Páscoa, três comunidades OCDS renovaram suas promessas !

Comunidade Santa Teresa de Jesus , Curitiba PR, realizou a renovação das promessas ontem, durante a Vigília Pascal, no Carmelo de Curitiba:

 

 

 

 

Comunidade Santa Teresinha de Campo Mourão PR, foi realizado a renovação das promessas hoje na missa de Páscoa, pela manhã:

 

 

 

Comunidade Santa Teresa de Jesus renovou suas promessas na missa de Páscoa, hoje às 19:30

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Rezemos para que o Cristo Ressuscitado renove as Comunidades OCDS com seu fogo de amor misericordioso!

Via Sacra com Teresa de Jesus


 

Via – Sacra

Com Santa Madre Teresa de Jesus

Vossa sou…

Dai-me Calvário ou Tabor…

Pois sou vossa, e Vós o meu Fim:

Que mandais fazer de mim?

A MEDITAÇÃO DA PAIXÃO E DA VIDA DE CRISTO É DE ONDE NOS VEIO E VEM TODO O BEM! V 13, 13

INTRODUÇÃO

Chamo de meditação o discorrer muito com o intelecto, da seguinte maneira: começamos a pensar na graça que Deus nos concedeu em nos dar o Seu único Filho, e não paramos aí, avançando para os mistérios de toda a Sua gloriosa vida. Ou, meditando na oração do Horto, o intelecto não se detém até a pregação na cruz. Ou ainda escolhemos uma passagem da Paixão — por exemplo, a prisão — e percorremos esse mistério considerando detalhadamente as circunstâncias que nele se oferecem para refletir e sentir, como a traição de Judas, a fuga dos apóstolos e tudo o mais. E essa é uma oração muito meritória e admirável.

Creio ser essa a oração que quem foi levado por Deus a coisas sobrenaturais e à perfeita contemplação tem razão em dizer que não a pode fazer. Como eu disse, não sei a causa, mas é frequente isso acontecer. Mas essa pessoa não a terá — isto é, razão — se disser que não se detém nesses mistérios nem os traz presentes muitas vezes — em especial quando são eles celebrados pela Igreja Católica. Nem é possível que perca assim a memória a alma que tanto recebeu de Deus em provas de amor tão preciosas, vivas centelhas para inflamá-la mais no amor que tem a Nosso Senhor.

O que acontece é que a alma não consegue meditar porque já entende esses mistérios de modo mais perfeito. O intelecto os representa para ela, e os mistérios ficam de tal maneira gravados em sua memória que só o ver o Senhor caído por terra com aquele espantoso suor no Horto lhe basta não apenas por uma hora, mas por muitos dias.

Um simples vislumbre é suficiente para que ela veja quem Ele é e quão grande tem sido a nossa ingratidão para com esse imenso tormento. Mas logo a vontade interfere, ainda que não seja com ternura, e deseja contribuir em algo para tão grande graça, padecendo um pouco por Quem tanto padeceu. Nesses e em outros desejos semelhantes ocupam-se a memória e o intelecto. E creio que, por esse motivo, essa pessoa não consegue meditar mais detidamente sobre a Paixão, o que a faz crer que não consegue pensar nela.

E se não o faz, é bom que procure fazê-lo, porque sei que não será impedida por sua elevada oração. E julgo ruim que ela não se exercita nisso muitas vezes. Se daí o Senhor a enleva, acontecerá isso em muito boa hora, pois, ainda que a alma não o queira, permanecerá no que está meditando. Estou certíssima de que essa maneira de proceder, longe de ser estorvo, é de grande ajuda para todo o bem. Estorvo seria a alma trabalhar continuamente com o raciocínio, do modo como descrevi acima. Penso que não o conseguirá quem chegou a um estado mais elevado.

No entanto, bem pode ser que o consiga, pois são muitos os caminhos pelos quais Deus leva as almas. Mas não se condenem por isso as que não puderem trilhá-lo, nem se julguem incapacitadas a fruir de tão grandes bens como os que estão encerrados nos mistérios do nosso Bem, Jesus Cristo. Ninguém — por mais espiritual que se considere quem o disser — me fará entender que seja bom não pensar Nele. 6 M 7, 10b – 12

1ª ESTAÇÃO: Jesus é condenado

Pilatos lavou as mãos diante do povo: sou inocente do sangue deste homem… soltou Barrabás e mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado. Mt 27, 24. 26

…na verdade, é grande humildade ver-se condenar sem culpa e calar; isso constitui uma grande imitação do Senhor que tomou sobre Si todas as nossas culpas.

Dessa maneira, rogo-vos muito que leveis isto em muita consideração, por ser um ponto que envolve grande lucro…Creio ser fundamental que vos acostumeis com essa virtude ou que procureis alcançar do Senhor a verdadeira humildade que daí deve vir. Porque o verdadeiro humilde deve desejar com sinceridade ser pouco considerado, perseguido e condenado sem culpa, mesmo em coisas graves. Se quer imitar o Senhor, em que o poderia mais do que nisso? Pois, para isso, não se necessita de forças corporais nem de ajuda de ninguém, a não ser de Deus.

C 15, 1b – 2

ORAÇÃO: Sou vossa, sois o meu Fim:

Que mandais fazer de mim?

Soberana Majestade

E Sabedoria Eterna,

Caridade a mim tão terna,

Deus uno, suma Bondade,

Olhai que a minha ruindade,

Toda amor, vos canta assim:

Que mandais fazer de mim?

2ª ESTAÇÃO: Jesus carrega a cruz

Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção do lugar chamado Calvário. Jo 19, 17

Ó Filho do Pai Eterno, Jesus Cristo, Nosso Senhor, Rei verdadeiro de tudo! Que deixaste no mundo? Que podemos herdar de Vós os Vossos descendentes? Que possuístes Senhor meu, além de sofrimentos, dores e desonras, e não tivestes mais do que um madeiro para sorver o trabalhoso trago da morte? Enfim, Deus meu, os que quisermos ser de fato filhos Vossos e não renunciar à herança não devemos fugir do padecimento. Vossas armas são cinco chagas. Eia, pois, filhas minhas! Esta há de ser a nossa divisa, se queremos herdar o Seu reino; não com descansos, não com prazeres, não com honras, não com riquezas haveremos de ganhar o que Ele adquiriu com tanto sangue. Ó gente ilustre! Abri por amor de Deus os olhos; vede que os verdadeiros cavalheiros de Jesus Cristo e os príncipes de Sua Igreja, um São Pedro, um São Paulo, não trilhavam o caminho que seguis. Pensais porventura que haverá um novo caminho para vós? F 10, 11

ORAÇÃO: Sou vossa, sois o meu Fim:

Que mandais fazer de mim?

Vossa sou, pois me criastes,

Vossa, porque me remistes,

Vossa, porque me atraístes

E porque me suportastes;

Vossa, porque me esperastes

E me salvastes, por fim:

Que mandais fazer de mim?

3ª ESTAÇÃO: Jesus cai pela primeira vez.

Foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre Ele, fomos curados graças a seus padecimentos. Is 53, 5

… Cristo é um amigo muito bom, porque O vemos Homem, com fraquezas e sofrimentos, e permanecemos em Sua companhia; e, quando nos acostumamos, encontramo-Lo com facilidade junto a nós, embora haja dias em que não conseguimos nem uma coisa nem outra… Não procuremos consolos do espírito; aconteça o que acontecer, ficar abraçado à cruz é muito bom. Este Senhor se viu privado de todo o consolo, restando-Lhe apenas os sofrimentos; não O deixemos só, fazendo-O sofrer mais. Ele nos ajudará mais do que os nossos esforços… Muito alegra a Deus que uma alma se sirva humildemente do Seu Filho, amando-O tanto que, mesmo que Sua Majestade queira levá-la a uma grande contemplação, ela se reconhece indigna, dizendo com São Pedro: Apartai-vos de mim, Senhor, porque sou homem pecador. V 22, 10b – 11

ORAÇÃO: Sou vossa, sois o meu Fim:

Que mandais fazer de mim?

Que mandais, pois, bom Senhor,

Que faça tão vil criado?

Qual o ofício que haveis dado

A este escravo pecador?

Amor doce, doce Amor,

Vede-me aqui, fraca e ruim:

Que mandais fazer de mim?

4ª ESTAÇÃO: Jesus encontra-se com sua Mãe.

Simeão disse a Maria: este menino será causa de queda e de reergui- mento para muitos em Israel… E quanto a Ti, uma espada transpassara a tua alma! Lc 2, 34 – 35

O que deviam passar a gloriosa Virgem! Que ameaças, que más palavras, que encontrões, quantos desacatos! Que cortesãos encontrariam entre aquela gente? Sim, havia cortesãos, mas do inferno, ministros do demônio. Por certo, deve ter sido terrível o que passou; mas, diante de uma dor maior, não sentiam a sua.

Dessa maneira, irmãs, não acrediteis que servísseis para tão grandes padeceres, se não servis para insignificâncias cuja prática pode levar-vos a suportar provações maiores. C 26, 8b

ORAÇÃO: Sou vossa, sois o meu Fim:

Que mandais fazer de mim?

Eis aqui meu coração:

Deponho-o na vossa palma;

Minhas entranhas, minha alma,

Meu corpo, vida e afeição.

Doce Esposo e Redenção,

A vós entregar-me vim:

Que mandais fazer de mim?

5ª ESTAÇÃO: Jesus é ajudado por Simão Cirineu.

Saindo, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, a quem obrigaram a levar a cruz de Jesus. Mt 27, 32

… É muito importante que as almas, ao co­meçarem a oração, se desapeguem de toda espécie de prazer e entrem nes­se caminho voltadas apenas para ajudar Cristo a carregar a cruz, como bons cavaleiros que, sem pagamento, desejam servir a seu rei, pois sabem que contam com ele, com os olhos voltados para o reino verdadeiro e perpé­tuo que pretendemos ganhar… É fundamental que a alma, para livrar-se dos prazeres e ardis do demônio, decida desde o início seguir com determinação, e sem querer consolações, o caminho da cruz. O Senhor revelou ser essa a trilha da perfeição ao dizer: Toma tua cruz e segue-me. Ele é o nosso modelo; quem segue Seus conselhos só para agradá-Lo não tem o que temer. V 15, 11a; 13

ORAÇÃO: Sou vossa, sois o meu Fim:

Que mandais fazer de mim?

Morte dai-me, dai-me vida;

Saúde ou moléstia dai-me;

Honra ou desonra mandai-me;

Dai-me paz ou guerra e lida.

Seja eu fraca ou destemida,

A tudo direi que sim: Que mandais fazer de mim?

6ª ESTAÇÃO: Verônica enxuga a face de Cristo.

Não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia cativar-nos… Homem das dores, experimentado nos sofrimentos. Is 53, 3

Era um Cristo com grandes chagas que inspirava tamanha devoção que eu, de vê-Lo, fiquei perturbada, visto que representava bem o que Ele passou por nós. Foi tão grande o meu sentimento por ter sido tão mal-agradecida àquelas chagas que o meu coração quase se partiu; lancei-me a seus pés, derramando muitas lágrimas e suplicando-lhe que me fortalecesse de uma vez para que eu não O ofendesse…

…Ficava pensando no suor e na aflição que ele sofrera, desejando, caso fosse possível, enxugar-Lhe o suor tão doloroso, mas lembro-me de que nunca ousei fazê-lo, pois vinham à lembrança os meus graves pecados; eu fi­cava ali, com Ele. V 9, 1; 4b

ORAÇÃO: Sou vossa, sois o meu Fim:

Que mandais fazer de mim?

Dai-me riqueza ou pobreza,

Exaltação ou labéu;

Dai-me alegria ou tristeza,

Dai-me inferno ou dai-me céu;

Doce vida, sol sem véu,

Pois me rendi toda, enfim:

Que mandais fazer de mim?

7ª ESTAÇÃO: Jesus cai pela segunda vez.

Alguém eu sou que viu a miséria, sob a vara de sua ira. A mim ele levou e fez andar nas trevas, não na luz. Com pedras ele cercou os meus caminhos, revirou meus atalhos. Lam 3,1- 2

Pegai filhas, a cruz, para que Ele não siga tão carregado, e não vos incomodeis se os judeus vos atropelarem; não vos importeis com o que eles vos disserem, fazei-vos surdas aos seus murmúrios. Tropeçando, caindo com vosso Esposo, não vos afasteis da cruz nem a deixeis. Considerai muito o cansaço com que Ele vai caminhando e quão maior é o Seu sofrimento diante do que padeceis, por grandes que queirais pintar e por muito que queirais sentir vossos penares. Saireis consoladas deles, pois vereis que são coisa de nada comparadas com os que sofreu o Senhor. C 26, 7

ORAÇÃO: Sou vossa, sois o meu Fim:

Que mandais fazer de mim?

Se quereis, dai-me oração;

Se não, dai-me solidão;

Abundância e devoção,

Ou míngua e esterilidade.

Soberana Majestade,

A paz só encontro assim:

Que mandais fazer de mim?

8ª ESTAÇÃO: Jesus consola as filhas de Jerusalém

Seguiam-no mulheres que batiam no peito e o lamentavam. Jesus disse: “Filhas de Jerusalém não choreis por mim, mas por vós mesmas e por vossos filhos”… Lc 23, 27

Contemplai também o Senhor carregando a cruz, sem que O deixassem recobrar o fôlego. Ele porá em vós os Seus olhos formosos e piedosos, cheios de lágrimas, esquecendo-Se de Suas dores para consolar as vossas, só porque ides consolar-vos com Ele e voltais à cabeça para fitá-Lo. C 26, 5

ORAÇÃO: Sou vossa, sois o meu Fim:

Que mandais fazer de mim?

Dai-me, pois, sabedoria,

Ou, por amor, ignorância;

Anos dai-me de abundância,

Ou de fome e carestia;

Dai-me treva ou claro dia,

Vicissitudes sem fim:

Que mandais fazer de mim?

9ª ESTAÇÃO: Jesus cai pela terceira vez.

O que é fraco segundo o mundo, Deus o escolheu para confundir os fortes. 1 Cor 1, 27

“Ó Senhor do mundo, verdadeiro Esposo meu, tão necessitado estais, Senhor e Bem meu, que quereis admitir uma pobre companhia como a minha? Estarei vendo em Vosso semblante que Vos consolastes comigo? Pois como, Senhor, é possível que os anjos Vos deixem só e que nem mesmo Vos console o Vosso Pai? Se assim é, Senhor, que tudo isso quereis passar por mim, o que é isto que eu passo por Vós? De que me queixo? Já estou envergonhada de Vos ter visto assim e desejo, Senhor, passar por todas as provações que me acometerem e tê-las como grande bem para Vos imitar em algo. Marchemos juntos, Senhor; por onde fordes, terei de ir; por onde passardes, terei de passar”. C 26, 6

ORAÇÃO: Sou vossa, sois o meu Fim:

Que mandais fazer de mim?

Se me quereis descansando,

Por amor o quero estar;

Se me mandais trabalhar,

Morrer quero trabalhando.

Dizei: onde? como? e quando?

Dizei, doce Amor, por fim:

Que mandais fazer de mim?

10ª ESTAÇÃO: Jesus é despojado de suas vestes.

Repartiram suas vestes. Deitando sortes sobre elas, para ver o que tocaria a cada um. Mc 15, 24

Ó Pai eterno! Vede que não se devem esquecer tantos golpes, injúrias e gravíssimos tormentos! Pois, Criador meu, como podeis suportar em Vosso coração amoroso que aquilo que o Vosso Filho fez com amor tão ardente e para maior contentamento Vosso — pois mandastes que Ele nos amasse — seja tão pouco estimado pelos hereges que hoje desrespeitam o Santíssimo Sacramento, tirando-Lhe suas moradas e destruindo igrejas? Ainda se o Vosso Filho tivesse deixado de fazer alguma coisa para Vos contentar!

Mas Ele tudo fez com perfeição. E não bastava, Pai eterno, que Ele não tivesse onde reclinar a cabeça enquanto viveu, passando sempre por tantos sofrimentos?

Não tinha Ele pago suficientemente pelo pecado de Adão? Haverá esse amantíssimo Cordeiro de pagar cada vez que voltarmos a pecar? Não o permitais, Imperador meu! Aplaque-se já Vossa Majestade! Olhai, não os nossos pecados, mas Vosso Sacratíssimo Filho, que nos redimiu, Seus merecimentos e os de Sua gloriosa Mãe, bem como de tantos santos e mártires que morreram por Vós! C 3, 8

ORAÇÃO: Sou vossa, sois o meu Fim:

Que mandais fazer de mim?

Dai-me Calvário ou Tabor;

Deserto ou terra abundante;

Seja eu como Jó na dor,

Ou João sobre o peito amante;

Seja vinha luxuriante

Ou, se quereis, vinha ruim:

Que mandais fazer de mim?

11ª ESTAÇÃO: Jesus é pregado na Cruz.

Era hora terceira quando o crucificaram. Mc 15, 25

Ponde os olhos no Crucificado e tudo vos parecerá pouco. Se Sua Majestade nos mostrou o Seu amor com tão espantosas obras e sofrimentos, como quereis contentá-Lo só com palavras? Sabeis o que significa ser de fato espiritual? É fazer-se escravo de Deus, marcado com o Seu selo, o da cruz. Assim nos poderá vender como escravos de todo mundo, como Ele próprio foi. Com isso não nos injuria, mas nos concede imensa graça. Já Lhe entregamos toda a nossa liberdade.

Se não tiverdes essa determinação, não espereis grande benefício. Porque o fundamento de todo este edifício, como eu já disse, é a humildade. E se esta não for genuína, até para o vosso bem o Senhor não desejará elevá-lo muito, a fim de que não desabe por terra.

Desse modo, irmãs, para que esse edifício tenha bons alicerces, procure cada uma ser a menor de todas, e sua escrava, vendo como ou em que podeis servi-las e dar-lhes prazer. O que fizerdes neste caso o fareis mais para vós do que para elas. Assentareis pedras tão firmes que o vosso castelo não desabará… Repito que, para que o façais, não deveis assentar vossos alicerces só em rezar e contemplar. Com efeito, se não buscardes virtudes e o exercício delas, sempre ficareis anãs. 7 M 4, 8 – 9

ORAÇÃO: Sou vossa, sois o meu Fim:

Que mandais fazer de mim?

Ou José encarcerado,

Ou José Senhor do Egito;

Ou David sofrendo, aflito,

Ou David já sublimado;

Ou Jonas ao mar lançado,

Ou Jonas salvo, por fim.

Que mandais fazer de mim?

12ª ESTAÇÃO: Jesus morre na Cruz

Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio. Jesus deu um forte grito: “Pai em tuas mãos entrego o meu espírito”. E expirou. Lc 23, 45

O próprio Senhor diz: Ninguém subirá a meu Pai senão por mim. E também: Quem vê a mim vê a meu Pai. Pois, se nunca olhamos para Ele, nem consideramos o que Lhe devemos e a morte que sofreu por nós, não sei como O poderemos conhecer nem fazer obras em Seu serviço.

Que valor pode ter a fé sem obras? E o que valerão estas se não se unirem aos merecimentos de Jesus Cristo, nosso Bem? E quem nos despertará a amar esse Senhor? Praza a Sua Majestade dar-nos a entender o muito que lhe custamos e como o servo não é mais do que o Senhor. Que Ele nos mostre também que precisamos trabalhar para gozar de Sua glória; para isso, é necessário orar, a fim de não andar sempre em tentação. 2 M 1, 11

ORAÇÃO: Sou vossa, sois o meu Fim:

Que mandais fazer de mim?

Já calada, já falando,

Traga frutos ou não traga,

Veja eu na Lei minha chaga,

Ou goze Evangelho brando;

Quer fruindo, quer penando,

Sede a minha vida, enfim!

Que mandais fazer de mim?

13ª ESTAÇÃO: Jesus é descido da cruz e colocado nos braços de sua Mãe.

Depois de ter comprado um pano de linho, José de Arimetéia, tirou-o da cruz. Mc 15, 46

Isto me disse o Senhor outro dia: “Pensas, filha, que o merecimento está no gozar? Ele não está senão em trabalhar, em padecer, em amar. Não terás ouvido que São Paulo estivesse fruindo os gozos celestiais mais de uma vez, e muitas que padeceu. E vês a Minha vida toda cheia de padecimentos, e só no Monte Tabor terás ouvido sobre o meu gozo. Não penses, quando vês Minha Mãe tendo-Me nos braços, que Eu gozava daquelas consolações sem grave tormento. Desde que Simeão Lhe disse aquelas palavras, Meu Pai deu-lhe clara luz para que visse o que eu haveria de padecer. Os grandes santos que viveram nos desertos, sendo guiados por Deus, faziam grandes penitências, além de travar grandes batalhas com o demônio e consigo mesmos, tendo passado muito tempo sem nenhum consolo espiritual.

Crê, filha, que Meu Pai dá maiores sofrimentos àqueles que mais ama, e que a estes responde o amor. Em que te posso demonstrá-lo mais do que ao querer para ti o que quis para Mim? Vê estas chagas, e nunca chegarão a este ponto as tuas dores. Este é o caminho da verdade. Assim me ajudarás a chorar a perdição em que vivem os do mundo, entendendo tu que todos os seus desejos, cuidados e pensamentos são empregados em como conseguir o contrário”. R 36

ORAÇÃO: Sou vossa, sois o meu Fim:

Que mandais fazer de mim?

Já calada, já falando,

Traga frutos ou não traga,

Veja eu na Lei minha chaga,

Ou goze Evangelho brando;

Quer fruindo, quer penando,

Sede a minha vida, enfim!

Que mandais fazer de mim?

14ª ESTAÇÃO: Jesus é sepultado

No lugar em que Ele foi crucificado, havia um jardim e no jardim, um sepulcro novo. Foi ali que depositaram Jesus. Jo 19, 41 – 42

Ó Senhor, Senhor! Não sois Vós nosso modelo e mestre? Sim, por certo! Então, em que esteve a Vossa honra, Exemplo da Honra? Não a perdestes, sem dúvida, ao serdes humilhado até a morte? Não, Senhor; Vós a ganhastes para todos. C36, 5

…Sempre que pensarmos em Cristo, lembremo-nos do amor com que nos deu tantas graças e da grande prova que Deus nos dá disso ao nos conceder esse penhor do muito que nos ama; recordemo-nos de que o amor gera amor. E, mesmo que seja bem no princípio e embora sejamos muito ruins, procuremos ver isso sempre, e despertemo-nos para amar; porque, se o Senhor nos conceder uma vez o favor de que esse amor fique impresso no nosso coração, tudo ficará fácil, e faremos muito com rapidez e sem esforço. Que Sua Majestade nos dê esse amor — pois sabe o quanto ele nos convém, em nome do amor que nos teve e do Seu Filho glorioso, que com muitos sofrimentos no-lo mostrou. Amém. V 22, 14

ORAÇÃO: Sou vossa, sois o meu Fim:

Que mandais fazer de mim?

Veja eu na Lei minha chaga,

Ou goze Evangelho brando;

Quer fruindo, quer penando,

Sede a minha vida, enfim!

Que mandais fazer de mim?

15ª ESTAÇÃO: Jesus ressuscita!

Por que buscais entre os mortos AQUELE que está VIVO? Não está aqui, mas RESSUSCITOU!

Lc 24, 5

…Vede-O ressuscitado, pois o simples imaginar que Ele saiu do sepulcro vos alegrará. Com que esplendor, com que formosura, com que majestade, quão vitoriosa, quão alegre! Como quem se saiu bem da batalha onde conquistou um reino tão importante, que Ele deseja dar-vos por inteiro, junto Consigo. Assim, será muito que volteis os olhos de vez em quando para Aquele que tanto vos dá? C 26, 4

ORAÇÃO: Sou vossa, sois o meu Fim:

Que mandais fazer de mim?

Vossa sou, pois me criastes,

Vossa, porque me remistes,

Vossa, porque me atraístes

E porque me suportastes;

Vossa, porque me esperastes

E me salvastes, por fim:

Que mandais fazer de mim?

 

Nota de Falecimento

Caros amigos e amigas do Carmelo Descalço,hoje recebemos a notícia do falecimento de Frei Gilberto Hickmann e, por seu descanso, pedimos e contamos com vossas orações.
Frei Gilberto do Menino Jesus, OCD, pertencia a nossa Província Nossa Senhora do Carmo – Brasil-Sul, sendo provincial por dois triênios (2008-2010 e 2011-2013). Atuou em muitas de nossas comunidades e, atualmente, respondendo ao chamado que sentido em sua vida e vocação, estava servindo ao povo de Deus em Angola, na localidade de Calunda, diocese de Lwena.
Fragilizado pelo desafio, mas perseverante no Sim dado, teve a saúde muitas vezes abalada, mas se recuperava e continuava. Infelizmente, acabou falecendo vitimado pela malária e suas complicações.

Frei Gilberto, receba de Deus a acolhida e, na luz eterna, continue rezando e servindo ao povo. Descanse em paz.

* 23/05/1950
+ 29/03/2018 (Quinta-feira Santa, dia da instituição da Eucaristia e do Ministério Sacerdotal)

carmelo descalço – brasil sul

Eis suas palavras para os freis antes de retornar agora para lá:
“Vou para lá… preciso voltar e ficar com eles. Preciso honrar o que direito que os mais pobres e esquecidos tem ao Evangelho… e se puder ou precisar deixar a vida lá… podem me enterrar por lá, não precisa gastar pra trazer de volta. Lá se está muito bem… preciso fazer o que de fato sinto palpar no coração. Não posso… Não tenho o direto de não buscar o sonho que Deus colocou em meu coração… Não tenho mais tempo para esperar por outros… minha vida está indo pro fim e não terei outra oportunidade!…” Frei Gilberto Hickmann

Domingo de Ramos

 

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos (15, 1-39) – (forma breve)

Naquele tempo, os príncipes dos sacerdotes reuniram-se em conselho, logo de manhã, com os anciãos e os escribas, isto é, todo o Sinédrio. Depois de terem manietado Jesus, foram entregá-l’O a Pilatos. Pilatos perguntou-Lhe: «Tu és o Rei dos judeus?». Jesus respondeu: «É como dizes». E os príncipes dos sacerdotes faziam muitas acusações contra Ele. Pilatos interrogou-O novamente: «Não respondes nada? Vê de quantas coisas Te acusam». Mas Jesus nada respondeu, de modo que Pilatos estava admirado. Pela festa da Páscoa, Pilatos costumava soltar-lhes um preso à sua escolha. Havia um, chamado Barrabás, preso com os insurrectos, que numa revolta tinham cometido um assassínio. A multidão, subindo, começou a pedir o que era costume conceder-lhes. Pilatos respondeu: «Quereis que vos solte o Rei dos judeus?». Ele sabia que os príncipes dos sacerdotes O tinham entregado por inveja. Entretanto, os príncipes dos sacerdotes incitaram a multidão a pedir que lhes soltasse antes Barrabás. Pilatos, tomando de novo a palavra, perguntou-lhes: «Então, que hei-de fazer d’Aquele que chamais o Rei dos judeus?». Eles gritaram de novo: «Crucifica-O!». Pilatos insistiu: «Que mal fez Ele?». Mas eles gritaram ainda mais: «Crucifica-O!». Então Pilatos, querendo contentar a multidão, soltou-lhes Barrabás e, depois de ter mandado açoitar Jesus, entregou-O para ser crucificado. Os soldados levaram-n’O para dentro do palácio, que era o Pretório, e convocaram toda a corte. Revestiram-n’O com um manto de púrpura e puseram-Lhe na cabeça uma coroa de espinhos que haviam tecido. Depois começaram a saudá-l’O: «Salve, Rei dos judeus!». Batiam-Lhe na cabeça com uma cana, cuspiam-Lhe e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante d’Ele. Depois de O terem escarnecido, tiraram-Lhe o manto de púrpura e vestiram-Lhe as suas roupas. Em seguida levaram-n’O dali para O crucificarem. Requisitaram, para Lhe levar a cruz, um homem que passava, vindo do campo, Simão de Cirene, pai de Alexandre e Rufo. E levaram Jesus ao lugar do Gólgota, quer dizer, lugar do Calvário. Queriam dar-Lhe vinho misturado com mirra, mas Ele não o quis beber. Depois crucificaram-n’O. E repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, para verem o que levaria cada um. Eram nove horas da manhã quando O crucificaram. O letreiro que indicava a causa da condenação tinha escrito: «O Rei dos Judeus». Crucificaram com Ele dois salteadores, um à direita e outro à esquerda. Os que passavam insultavam-n’O e abanavam a cabeça, dizendo: «Tu que destruías o templo e o reedificavas em três dias, salva-Te a Ti mesmo e desce da cruz». Os príncipes dos sacerdotes e os escribas troçavam uns com os outros, dizendo: «Salvou os outros e não pode salvar-Se a Si mesmo! Esse Messias, o Rei de Israel, desça agora da cruz, para nós vermos e acreditarmos». Até os que estavam crucificados com Ele O injuriavam. Quando chegou o meio-dia, as trevas envolveram toda a terra até às três horas da tarde. E às três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte: «Eloí, Eloí, lemá sabactáni?». Que quer dizer: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?». Alguns dos presentes, ouvindo isto, disseram: «Está a chamar por Elias». Alguém correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo-a na ponta duma cana, deu-Lhe a beber e disse: «Deixa ver se Elias vem tirá-l’O dali». Então Jesus, soltando um grande brado, expirou. O véu do templo rasgou-se em duas partes de alto a baixo. O centurião que estava em frente de Jesus, ao vê-l’O expirar daquela maneira exclamou: «Na verdade, este homem era Filho de Deus».

Reflexão

Desde o meio-dia até às três da tarde a obscuridade total cobre a terra. Até a natureza sente o efeito da agonia e morte de Jesus. Pregado na cruz, privado de tudo, da sua boca sai um lamento: «Eli, Eli! Lama Sabactáni!». Quer dizer: «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?». É a primeira frase do salmo 22(21). Jesus entra na morte rezando, expressando o abandono que sente. Reza em hebraico. Os soldados que estavam perto d’Ele, e que faziam de guarda, dizem: «Está a chamar por Elias!». Os soldados eram estrangeiros, mercenários contratados pelos romanos. Não compreendiam a língua dos judeus. Pensavam que Eli queria dizer Elias. Jesus pregado na cruz encontra-se num abandono total. Mesmo que quisesse falar com alguém, não seria possível. Permaneceu completamente só: Judas atraiçoou-o, Pedro negou-o, os discípulos fugiram, as amigas estavam muito afastadas, as autoridades escarneciam-no, os que passavam insultavam-no, o próprio Deus o abandona e nenhuma língua serve para comunicar. Este foi o preço que pagou pela sua fidelidade à sua opção de seguir sempre o caminho do amor e do serviço para redimir os seus irmãos. Ele mesmo disse: «O Filho do homem não veio para ser servido mas para servir e dar a vida em resgate de muitos» (Mt 20, 28). No meio do abandono e da obscuridade, Jesus lança um forte grito e morre. Morre lançando o grito dos pobres, porque sabe que Deus escuta o clamor dos pobres (Ex 2, 24; 3, 7; 22, 22.26, etc.). Com esta fé, Jesus entra na morte, seguro de ser escutado. A Carta aos Hebreus comenta: «Ele ofereceu preces e súplicas com fortes gritos e lágrimas àquele que o podia libertar da morte e foi escutado pela sua piedade» (Heb 5, 7). Deus escutou o grito de Jesus e «exaltou-o» (Fil 2, 9). A ressurreição é a resposta de Deus à oração e ao oferecimento que Jesus faz da sua vida. Com a ressurreição de Jesus, o Pai anuncia a todo o mundo esta Boa Nova: «Quem vive a vida como Jesus servindo os irmãos, é vitorioso e viverá para sempre, ainda que morra, mesmo que o matem!». Esta é a Boa Nova do reino que nasce da Cruz.

Palavra para o caminho

A morte de Jesus só se compreende no contexto da sua vida e missão, como consequência do anúncio do Reino: ela resultou das tensões e resistências que o anúncio do Reino provocou entre os que dominavam o mundo. A morte de Jesus foi assim o culminar da sua vida; é a afirmação última, mais radical e verdadeira (porque selada pelo seu próprio sangue) do que Jesus anunciou em palavras e obras.

( Do site http://caminhoscarmelitas.com/)

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19 de Março – Festa de São José

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CARÍSSIMO SÃO JOSÉ

HOJE é a tua FESTA!
Sem dúvida no PARAÍSO haverá uma festa especial en tua honra.

MARIA, JESUS e todos os anjos cantarão parabéns para VOCÊ. Eu me uno a esta FESTA.

Queria te pedir três coisas nesta festa e tu nosso intercessor faz de tudo para que as recebamos.

1. TER FÉ. Somos (sou) demasiadamente calculista. Quero ter certeza de tudo.

Desconfio até da minha sombra. Recuso as intuições do ESPÍRITO SANTO quando podem me comprometer em caminhar na FÉ em DEUS e nos OUTROS.

Tu és patrono da IGREJA…vejo una igreja corajosa nas palavras, medrosa nas ações.

Pede que DEUS nos envie todos os anjos para nos dizer NÃO TENHAIS MEDO!

2. PRECISAMOS DE ESCUTAR MAIS…tu és o Santo da escuta. Que fala pouco e age…

O QUE importa é FAZER SEMPRE o bem e fazê-lo BEM…

Ir lá onde o SENHOR nos envia…NAZARÉ…Belém …Egito…Jerusalém…Galileia…ir…levando SEMPRE Paz, AMOR …

3. BUSCAR SEMPRE JESUS.. tu perdeste JESUS…
E com Maria o buscaste e o encontraste no Templo… JESUS está SEMPRE no templo…mas não estava rezando…estava dialogando evangelizando…

Quais são os novos templos onde encontrar JESUS se o perdemos?

Onde alguém sofre sempre está JESUS…

Nos templos da dor… os hospitais, os cárceres, as famílias desunidas sob os viadutos…

Buscar JESUS SEMPRE!

JESUS NOS ESPERA.

Escutar..silenciar…
Defender…

O PROFETISMO DO SILÊNCIO GRITA MAIS FORTE QUE A PALAVRA…

São José ajuda-nos a ser presentes no momento certo…
A ser ausente -presente na hora certa.

Tu és presente antes de JESUS nascer…na infância de JESUS…e quando ELE entra na VIDA adulta (12 anos) tu desapareces…

MARIA, JOSÉ e JESUS… que caminhastes JUNTOS, ensinai-nos a caminhar JUNTOS…

Amém

Fr. Patrício Sciadini OCD

 

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O Natal e o Carmelo Descalço

Nós da OCDS – Província Nossa Senhora do Carmo, desejamos a todos nossos irmãos das Comunidades OCDS, aos nossos Frades e Monjas, um Feliz e Santo Natal. Que o Jesus Menino possa nascer todos os dias nos nossos corações e que possamos transmitir e irradiar suas bençãos  a todos que nos acompanham na caminhada de nossas vidas.
Deixamos esta mensagem de Natal pastoralvocacionalcarmelitana.blogspot.com.br ,  escrita em 2010 , mas que segue atual, para que possamos refletir sobre o Natal no Carmelo.
O Natal no Carmelo Descalço
O Natal é uma data muito expressiva na vida dos santos carmelitas: Teresa de Jesus, São João da Cruz, Teresinha do Menino Jesus etc.. A natividade de Jesus está na fonte do nosso carisma, na meditação da Encarnação do Verbo. O amor a sagrada Humanidade de Cristo é uma herança espiritual deixada por Santa Teresa de Jesus. Ela enriquecia o seu interior com a meditação da Paixão do Senhor, com o culto da Eucaristia, e com a alegre celebração dos mistérios da Infância de Jesus.  Santa Teresa dizia em uma de suas poesias que no natal uma criança se abaixou para nos redimir, desceu neste claustro:
“Hoje nos vem redimir
Ele é nosso parente
é o Deus Onipotente”
(Poesia 12)
Esta poesia é um canto a humanidade de Cristo que se tornou realidade em uma criança. É um ato de devoção a Maria e a José. Esta tradição se conserva até hoje nos nossos conventos. Nós vivemos esta tradição carmelitana, mas não a conhecemos muito. A datação é incerta, mas podemos balizar o seu início no século XVII, tempo no qual essa manifestação natalícia começa a ser codificada e propagada. Encontramos coleções de poesias natalícias nos arquivos da nossa Ordem.
 Aproximemo–nos com os nossos Santos da tradição do Carmelo, para celebrar a centralidade do mistério da Encarnação, juntamente com Maria e José. Rendamos culto ao Menino Jesus, nascido “entre alguns animais que ali se encontravam. A humanidade eleva com alegria o canto sagrado dos anjos ‘Glória a Deus nas alturas”.

Festejemos os esponsais que entre aqueles dois havia (Cristo e a humanidade). Deus, porém, no presépio ali chorava e gemia. O pranto do homem em Deus e no homem a alegria. (Romances Trinitários e Cristológicos n.º 9 de São João da Cruz)

Deus de tal forma se aproximou do homem e o homem também é chamado a aproximar-se de Deus. Chamado a viver a sua vida divina. O Filho de Deus se fez homem a fim de que o homem se torne também filho de Deus. Renovemos neste Natal nossa fé no Deus encarnado, nos unamos a Ele para elevarmos nossa humanidade a dignidade de filhos amados…

Um Feliz Natal a todos!

São os votos da OCDS da Província Nossa Senhora do Carmo, Natal 2018!