São João da Cruz – Uma Alma Enamorada por Deus

São João da Cruz 2

 

Ele nasceu em 1542, talvez no dia 24 de junho,  em Fontiveros, província de  Ávila,  na Espanha. Seus pais se chamavam Gonzalo de Yepes e Catalina Alvarez. Gonzalo pertencia a uma família de posses da cidade de Toledo. Por ter-se casado com uma jovem de classe “inferior” foi deserdado por seus pais e tornou-se tecelão de seda.  Em 1548, a família muda-se para Arévalo. Em 1551 transfere-se para Medina del Campo, onde o futuro reformador do Carmelo estuda numa escola destinada a crianças pobres. Por suas aptidões, torna-se empregado do diretor do Hospital de Medina del Campo. Entre 1559 a 1563 estuda Humanidades com os Jesuítas. Ingressou na Ordem dos Carmelitas aos vinte e um anos de idade, em 1563, quando recebe o nome de Frei João de São Matias, em Medina del Campo. Pensa em tornar-se irmão leigo, mas seus superiores não o permitiram. Entre 1564 e 1568 faz sua profissão religiosa e estuda em Salamanca. Tendo concluído com êxito seus estudos teológicos, em 1567 ordena-se sacerdote e celebra sua Primeira Missa.
Infelizmente, ficou muito desiludido pelo relaxamento da vida monástica em que viviam os conventos carmelitas. Decepcionado, tenta passar para a Ordem dos Cartuxos, ordem muito austera, na qual poderia viver a severidade de vida religiosa à que se sentia chamado. Em setembro de 1567 encontra-se com Santa Teresa, que lhe fala sobre o projeto de estender a Reforma da Ordem Carmelita também aos padres. O jovem de apenas vinte e cinco anos de idade aceitou o desafio. Trocou o nome para João da Cruz. No dia 28 de novembro de 1568, juntamente com Frei Antônio de Jesús Heredia, inicia a Reforma. O desejo de voltar à mística religiosidade do deserto custou ao santo fundador maus tratos físicos e difamações. Em 1577 foi preso por oito meses no cárcere de Toledo. Nessas trevas exteriores acendeu-se-lhe a chama de sua poesia espiritual. “Padecer e depois morrer” era o lema do autor da “Noite Escura da alma”, da “Subida do Monte Carmelo”, do “Cântico Espiritual” e da “Chama de amor viva”.
A doutrina de João da Cruz é plenamente fiel à antiga tradição: o objetivo do homem na terra é alcançar
“Perfeição da Caridade e elevar-se à dignidade de filho de Deus pelo amor; a contemplação não é um fim em si mesma, mas deve conduzir ao amor e à união com Deus pelo amor e, por último, deve levar à experiência dessa união à qual tudo se ordena”.
“Não há trabalho melhor nem mais necessário que o amor”,
“Fomos feitos para o amor”.
“O único instrumento do qual Deus se serve é o amor”.
“Assim como o Pai e o Filho estão unidos pelo amor, assim o amor é o laço da união da alma com Deus”.
O amor leva às alturas da contemplação, mas como o amor é produto da fé, que é a única ponte que pode salvar o abismo que separa a nossa inteligência do infinito de Deus, a fé ardente e vívida é o princípio da experiência mística. João da Cruz costuma pedir a Deus três coisas: que não deixasse passar um só dia de sua vida sem enviar-lhe sofrimentos, que não o deixasse morrer ocupando o cargo de superior e que lhe permitisse morrer humilhado e desprezado.
Faleceu no convento de Úbeda, aos quarenta e nove anos, à meia-noite do dia 14 de dezembro de 1591, após três meses de sofrimentos atrozes.  Seu corpo foi trasladado para Segóvia em maio de 1593. A primeira edição de suas obras deu-se em Alcalá, em 1618. No dia 25 de janeiro de 1675 foi beatificado por Clemente X. Foi canonizado em 27 de dezembro de 1726 e  declarado Doutor da Igreja em 1926 por Pio XI . Em 1952 foi proclamado “Patrono dos Poetas Espanhóis”.
Talvez a mais bela e completa descrição física e espiritual do Santo Fundador tenha sido feita por Frei Eliseu dos Mártires que com ele conviveu em Baeza:
“Homem de estatura mediana, de rosto sério e venerável. Um pouco moreno e de boa fisionomia. Seu trato era muito agradável e sua conversa bastante espiritual era muito proveitosa para os que o ouviam. Todos os que o procuravam saíam espiritualizados e atraídos à virtude. Foi amigo do recolhimento e falava pouco. Quando repreendia como superior, que o foi muitas vezes, agia com doce severidade, exortando com amor paternal..”
Santa Teresa de Jesus o considerava “uma das almas mais puras que Deus tem em sua Igreja. Nosso Senhor lhe infundiu grandes riquezas da sabedoria celestial. Mesmo pequeno ele é grande aos olhos de Deus. Não há frade que não fale bem dele, porque tem sido sua vida uma grande penitência”. Poucos homens falaram dos sublimes mistérios de Deus na alma e da alma em Deus como São João da Cruz. Santa Teresinha conheceu João da Cruz quando ainda vivia nos Buissonnets. Ela, em seus escritos, refere-se ao Santo Fundador cento e seis vezes, direta ou indiretamente, e confessa a forte influência que dele recebeu: “Ah, que luzes hauri nas obras de Nosso Pai São João da Cruz !… Com a idade de 17 a 18 anos, não tinha outro alimento espiritual… ” (MA 83r).
são-joão-da-cruz-1

Senhor Deus, Amado meu!

Se Te lembras dos meus pecados,

e por isso não fazes o que Te peço,

faça-se em mim, Deus meu, a Tua vontade,

pois que é o que eu mais quero

e manifesta em mim a tua bondade e misericórdia

e serás conhecido em mim.

Se esperas obras minhas

para me concederes o que Te peço,

realiza-as Tu em mim,

e as penas da minha vida que quiseres aceitar

e faça-se a Tua vontade.

Mas se não esperas as minhas obras,

que esperas então, clementíssimo, Senhor meu?

Porque demoras?

Se o que em Teu Filho te peço, é graça e misericórdia,

toma já a minha vida, pois a queres

e dá-me o bem que Te peço,

pois tu também o queres.

Quem se poderá libertar de tudo o que é baixo

se não o levantas Tu, a Ti, em pureza de amor, Deus meu?

Como se elevará a Ti o homem gerado e criado em baixezas?,

se Tu, Senhor, não o levantares com a mão com que o fizestes?

Não me tires, Deus meu, aquilo que me deste

em Teu Filho Jesus Cristo,

em Quem me concedestes todo o bem que desejo.

Por isso me alegro, pois eu sei que se esperar e confiar

Tu não tardarás.

Porque esperas, pois, se desde já podes amar a Deus

em teu coração?

Meus são os céus e minha é a terra;

Meus são os povos, os santos são meus e meus os pecadores;

Os anjos são meus e a Mãe de Deus,

e todas as coisas são minhas,

e o próprio Deus é meu e para mim,

porque Cristo é meu e todo para mim.

Que pedes, pois, e buscas, alma minha?

Tudo é teu e tudo para ti.

Não te rebaixes

nem repares nas migalhas que caem da mesa de teu Pai.

Sai de ti e gloria-te da tua glória.

Esconde-te em Deus e rejubila

e alcançarás o que pede o teu coração.

Que assim seja.

Em Ti, Senhor, depositei a minha esperança,

em Ti está o meu coração, por isso,

o Céu é meu e minha é a terra

Em Ti, Senhor, pus os meus projectos.

Em Ti guardei os meus êxitos.

Por isso, minhas são as gentes,

os justos são meus e meus os pecadores.

Em Ti, Senhor, sonhei o meu futuro.

Em Ti soube amar tudo.

Por isso, os anjos são meus e a Mãe de Deus,

e todas as coisas são minhas;

Em Ti, Senhor, dei tudo quanto possuía.

Em Ti renunciei a tudo onde não Te percebia.

Por isso, o próprio Deus é meu e para mim,

porque Cristo é meu e todo para mim.

Louvado, sejas, meu Senhor!

Ditos de Luz I, 25-27
S. João da Cruz in As mais belas páginas de S. João da Cruz p. 176,177

Duruelo – 28 de Novembro de 1568

A caminho de Duruelo

Em finais de Setembro de 1568 parte Frei João para fundar em Duruelo, o primeiro convento do Carmo Descalço. No bornal leva a ilusão de uma entrega radical a Deus, uma vida de universitário inteligente e capaz, o que aprendeu nos dias de Valladolid, um hábito novo que Santa Teresa coseu com as próprias mãos.
Duruelo é um lugar pobre, distante de tudo, perdido na meseta castelhana, desconhecido. Na verdade, não era mais que um barracão para guardar as alfaias dos segadores e onde estes mesmos se recolhiam durante o tempo das colheitas. No Verão anterior a Madre visitou o casebre que lhe tinham oferecido para convento, e as suas companheiras tiveram por loucos os que dali fizessem convento para viver. Estava tudo tão sujo e imundo que, apesar do entardecer, ninguém ali quis dormir. Ouçamos as suas palavras:

«Saímos de manhã para Duruelo, mas como não sabíamos o caminho perdemo-nos. E, sendo o lugar pouco conhecido, ninguém sabia dar indicações precisas.
Quando entramos na casa, estava de tal maneira que não nos atrevemos a ficar ali naquela noite. Tinha um portal razoável, uma sala, um sótão e uma pequena cozinha. Pensei que do portal podia fazer-se a igreja, o sótão servia bem para o coro e a sala para dormir.
As minhas companheiras diziam-me: «Madre, não há com certeza, homem, por santo que seja, que resista a viver nesta casa».
Mas frei João da Cruz, concordava com a pobreza da casa para convento. Combinamos, pois, que o padre frei João da Cruz fosse acomodar a casa para poderem entrar. Tardou pouco o arranjo da casa, porque ainda que se quisesse fazer muito, não havia dinheiro.
No primeiro domingo do Advento deste ano de 1568 celebrou-se a primeira Missa naquele pequeno portal de Belém. Chamo-lhe assim, porque não creio que fosse melhor que o presépio.
Os quartos tinham feno por cama, porque o lugar era muito frio, e, pedras por cabeceira. Muitas vezes, depois de rezarem levavam muita neve nos hábitos que neles caía pelos buracos do telhado.
Iam pregar a muitos lugares próximos dali, o que me deixou muito contente. Iam descalços e com muita neve e frio, porque no princípio, não usavam calçado, como mais tarde lhes mandaram.
Em tão pouco tempo, alcançaram tanta estima das pessoas, que nunca lhes faltava alimentos, pois traziam-lhes mais do que o necessário. Isto foi para mim grande consolo, quando o soube.
Praza ao Senhor fazê-los perseverar no caminho que agora começaram.» (Livro das Fundações 13:2-3)

teryjuan Duruelo 2

 

Os padres António e João viviam tão entusiasmados por começar o projeto que Santa Teresa lhes apresentou que prontamente aceitaram tudo o que outros, bem avisados, recusariam. A casa, porém, tinha carácter provisório, até que se encontrasse algo mais cômodo. Durante dois meses – Outubro e Novembro – Frei João acomodou aquela arrecadação com o apoio da sua mãe, irmão e cunhada. Ficou um lindo convento. Ou parecia…
Quando as limpezas ficaram prontas apareceram o P. António e mais dois companheiros. A inauguração ocorreu no dia 28 de Novembro de 1568, há 449 anos. Era o primeiro domingo do Advento. Presidiu à cerimônia o Provincial de Castela, em cujas mãos professaram os religiosos o seu desejo de viverem «segundo a regra Primitiva». Frei João de São Matias mudou o nome para Frei João da Cruz.

 

duruelo3

Em Duruelo começou uma nova família religiosa. Qual renovo ela vem do velho tronco do Carmelo, dele recebe os seus valores essenciais enriquecidos pelas intuições de Santa Teresa, de São João da Cruz e dos que a ele se uniram. Conscientes disso assumiram a Regra antiga e uniram-lhes umas Constituições que Frei João e o P. António escreveram adaptando as que Teresa de Jesus tinha escrito para as suas freiras.
Esta nova família religiosa que surge na Igreja tem também uns valores específicos e também uma estética própria. Não se trata da solene arquitetura cartuxana (para onde anteriormente Frei João queria ir-se), mas algo mais próximo à pobre casinha de Fontiveros, onde crescera.
Tal como fizera Santa Teresa quando fundou o primeiro Carmelo – o de São José de Ávila – também este é um edifício pré-existente transformado em convento. É o que havia, que os cobres não davam para mais. O convento ficava assim num lugarelho minúsculo, meio dos seus vizinhos e com uma casa pobre como a deles.
Na verdade, Santa Teresa sempre fundou em centros urbanos, com desejo de que fossem pontos de referência para a população local, que deveria ter nas Carmelita uma boa proximidade. O mesmo queria para os seus frades. E se agora se inaugurava num lugar longínquo e perdido, ela tinha a fundação por provisória, pois o que mais desejava era mudá-los para a cidade tão cedo quanto possível.

Em setembro de 1569 a casa foi elevada à categoria de priorado com Antônio de Jesus, prior, e João da Cruz, subprior e mestre de noviços, e foram recebidos os dois primeiros candidatos: Pedro dos Anjos, leigo, e João Batista, corista. Como se sabe, a fundação de Duruelo transladou-se para Mancera em 11 de junho de 1570 e ali professaram nas mãos de frei João da Cruz seus dois primeiros noviços no dia 8 de outubro de 1570.

Fonte:  http://chamadocarmo.blogspot.com.br

“Diante do Rei dos Reis Todo Joelho se Dobrará”

24058838_1455115967934255_6792665229367869943_n

 

É o Rei! À nossa frente está!

É feliz quem O adorar!

É Jesus, o nosso Mestre e Rei!

Bem aqui, tão perto se deixa encontrar!

Diante do REI DOS REIS, TODO JOELHO SE DOBRARÁ!

Viva Cristo, Rei do Universo!

«A Minha realeza não é deste mundo» 

Tu és rei eternamente, meu Deus […]; quando dizemos no Credo que o Teu «reino não terá fim», sinto quase sempre uma alegria muito especial. Eu Te louvo, Senhor, bendigo-Te para sempre! No fim, o Teu reino durará eternamente! Não permitas nunca, Mestre, que os que Te dirigem a palavra julguem poder fazê-lo só com os lábios. […] Certamente, quando vamos ao encontro de um príncipe, não lhe falamos com o mesmo à-vontade que a um aldeão ou a uma pobre religiosa como nós: seja qual for a maneira como nos falarem estará sempre bem.
Sem dúvida que a humildade do nosso Rei é tal que, apesar da minha ignorância das regras da linguagem, Ele não deixa de me escutar e de me permitir aproximar-me d’Ele. Os Seus guardas não me afastam, pois os anjos que O rodeiam não ignoram que o seu Rei aprecia mais a simplicidade de um humilde pastor que, se pudesse, diria mais que todos os belos raciocínios dos maiores sábios e letrados, se não forem humildes.
Mas se o nosso Rei é bom, não é razão para nos mostrarmos grosseiros. Nem que seja apenas para Lhe testemunhar a minha gratidão por Ele Se dignar suportar junto a Ele uma pessoa tão repugnante como eu, é justo que eu reconheça a Sua nobreza e grandeza. Na verdade, basta aproximarmo-nos d’Ele para compreendermos isso. […] Sim, aproximai-vos d’Ele minhas filhas, mas pensai e compreendei a Quem ides falar, ou com Quem falais já. Nem em mil vidas como a nossa chegaremos a compreender as deferências que merece um tal Senhor, diante de Quem tremem os anjos. Ele tudo comanda, tudo pode; para Ele, querer é operar. É justo, minhas filhas, que procuremos alegrar-nos com as grandezas do nosso Esposo, que compreendamos de Quem somos esposas e, assim, saibamos que santidade deve ser a da nossa vida.

                                                                         Caminho de Perfeição, 22 (Santa Teresa de Jesus)

 

 

V Encontro Provincial OCDS – Província Nossa Senhora do Carmo – Brasil Sul

V Encontro Provincial OCDS Província Nossa Senhora do Carmo Brasil Sul 2017 (1)

 

Realizou-se neste final de semana (dias 17,18 e 19 de novembro de 2017) o V Encontro Provincial OCDS, da Província Nossa Senhora do Carmo , região Sul do Brasil. O Encontro aconteceu em Porto Alegre, na Casa de Oração São João da Cruz, pertencente ao Freis Carmelitas.

Nesta ocasião recordamos e comemoramos os Centenários de Nossa Senhora Aparecida (300 anos) e Nossa Senhora de Fátima(100 anos).

Com o tema “Nos Centenários de Aparecida e Fátima, Aprendamos com Maria a Ser como Jesus”,  refletimos sobre “As mensagens de Aparecida e de Fátima “, “A Virgem Maria na Palavra de Deus “, “O Sim de Maria, O Sim de Nossa Vocação no Carmelo Secular“,  “Maria e as promessas de Castidade, Pobreza, Obediência e das Bem-Aventuranças! “, “A verdadeira devoção mariana – Maria, modelo de configuração com Cristo”. 

Entre as palestras, momentos de oração, partilhas, missas e recreação, houve uma grande integração das seis comunidades representadas no Encontro.

Ficamos felizes de conviver nestes dias com nosso irmãos que vieram das Comunidades  Santa Teresinha do Menino Jesus de Campo Mourão, Santa Teresa de Jesus de Curitiba, Santa Teresa de Jesus de Caxias do Sul, Santa Teresa Benedita da Cruz de São Leopoldo, Nossa Senhora do Carmo de Porto Alegre e Santa Teresa de Jesus, também de Porto Alegre. Sentimos falta dos irmãos das Comunidades São José de Curitiba e São João da Cruz de Rio Grande.

Na esperança de encontra-los, todos, no  próximo ano, em Curitiba, no amor de Maria, Jesus e Teresa, desejamos as bençãos  de Nosso senhor Jesus Cristo e um até breve

A Verdadeira Devoção Mariana- Encontro Provincial

A Virgem do Silêncio

 

 

 

V Encontro Provincial OCDS – Província Nossa Senhora do Carmo – Brasil Sul

V Encontro Provincial OCDS Província Nossa Senhora do Carmo Brasil Sul 2017 (1)

 

Estamos passando aqui só para lembrar de nosso Encontro Provincial que irá se realizar nos dias 17, 18, e 19 de novembro na Casa de Oração São João da Cruz.

A presença de cada um é importante. Esperamos que este seja um grande momento de integração de nossas comunidades, de espiritualidade carmelitana, de festa, pois vamos comemorar  e refletir  sobre os 300 Anos em que a imagem de  Nossa Senhora da Conceição Aparecida  surgiu nas águas do rio Paraíba e  os 100 Anos  das Aparições de Nossa Senhora de Fátima.

Solicitamos que em preparação para este momento rezemos:

ORAÇÃO PARA O ENCONTRO DA

PROVÍNCIA NOSSA SENHORA DO CARMO OCDS

Ó Deus, Trindade Santa e adorada, Vós nos chamastes para o carisma teresiano da Ordem Carmelita Descalça Secular. Ajudai-nos a permanecer intimamente unidos convosco, vivendo o mistério da vossa presença em nossas famílias e comunidades. Pacificai-nos para vivermos despertos na fé e na esperança, trabalhando para o bem da Igreja e das necessidades do mundo.

Ó Cristo, Nosso Deus Amado, tende misericórdia do vosso povo. Iluminai-nos nas noites espirituais para irradiarmos a vossa presença silenciosa e orante neste mundo tão necessitado. Ensinai-nos a escutar e meditar vossas palavras de vida eterna. Revesti nossas comunidades conforme o vosso Coração para vivermos em obséquio de Vós, que sois o Caminho e a Verdade.

Ó Espírito Santo, amor do Pai e do Filho, consumi-nos em teu fogo divino, para renovar tudo aquilo que precisa mais dos teus dons e dos teus frutos. Vinde, consolador dos pobres, e animai-nos a seguir Jesus Cristo, como autênticos discípulos e missionários para o Povo de Deus.

Ó Divino Pai Celeste, cobri de amor cada uma de vossas criaturas, pois precisamos de Vós. Concedei-nos contemplar o abismo luminoso da Vossa Misericórdia Infinita. Consagramo-nos nossas vontades a Vós, para que o Vosso Nome seja santificado e o Vosso Reino celestial venha para toda a humanidade.

Ó Nossa Senhora do Carmo, Padroeira da nossa Província, vós sois nosso modelo de oração e vida interior. Santa Maria do Escapulário, guiai nossa vida conforme o espírito das bem-aventuranças e dos conselhos evangélicos de pobreza, obediência e castidade. Mãe da Divina Graça, rogai por nós, para que possamos viver a santidade a cada dia, subindo esse Monte, que é Jesus Cristo, Nosso Senhor.

                                                                        Amém!

Solenidade de Santa Teresa de Jesus

Resultado de imagem para santa teresa por joão da miséria

Celebramos hoje a Solenidade de Santa Teresa de Jesus, Mestra, Doutora e Fundadora do Carmelo Descalço. Hoje conhecemos, sua humanidade, sabedoria, alegria,determinação, e santidade.

O padre João de Ribeira S.I. seu primeiro biógrafo descreve seu semblante da seguinte maneira:

“Tinha boa estatura, e na sua mocidade fora bonita, e mesmo depois de velha conservava-se muito bem, o corpo avultado e muito branco, o rosto redondo e cheio de bom tamanho e proporção, a cor branca e encarnada, e quando estava em oração ficava inflamado, e se tornava belíssima; todo ele limpo e agradável; o cabelo preto e crespo, a fronte ampla, igual e bonita, as sobrancelhas ruivas tendentes ao preto, grandes e um pouco grossas, não muito arqueadas, mas algo planas. Os olhos negros e redondos, um pouco empapuçados (é assim que os chamam e não saberia como melhor explicar), não grandes, mas bem dispostos, vivos e graciosos, que, ao rirem, todos riam e expressavam alegria , e por outro lado bem sérios, quando ela queria mostrar no rosto seriedade. O nariz era pequeno e no meio não era muito alto. Tinha uma ponta arredondada e um pouco inclinada para baixo; as narinas algo arqueadas e pequenas; a boca, nem grande nem pequena; o lábio superior, fino e reto: o inferior, grosso e um pouco caído, bem agraciado e colorido; muito bons os dentes… as orelhas, nem pequenas nem grandes; o pescoço grosso e curto e um pouco encravado; as mãos pequenas e muito bonitas. Do lado esquerdo da face tinha três pequenos lunares que lhe proporcionavam muita graça, um pouco abaixo da metade do nariz, outro entre o nariz e a boca e o terceiro debaixo da boca. Esses pormenores eu os conheci com pessoas que, mais do que eu e por mais tempo, se puseram muitas vezes a fitá-la. No conjunto parecia muito bonita e boa postura no andar, e era tão amável e agradável que todas as pessoas que a olhavam ficavam comumente muito comprazidas. Enquanto vivia, foi feito um retrato seu, por ordem de seu Provincial, o Frei Jerônimo Gracian; o retrato foi pintado pelo irmão leigo João da Miséria. O que fez Gracian foi ótimo, não tanto a escolha do pintor, que podia ter sido melhor, visto que na Espanha os havia para retratar pessoa tão ilustre mais ao vivo para consolo de muitos” (pg 323-324)

Mas quem foi Teresa de Jesus?

Teresa nasceu em Ávila, na Espanha, em 1515 e foi educada de modo sólido e cristão, tanto assim que, quando criança, se encantou tanto com a leitura da vida dos santos mártires a ponto de ter combinado fugir com o irmão para uma região onde muitos cristãos eram martirizados; mas nada disso aconteceu graças à vigilância dos pais.

Aos vinte anos, ingressou no Carmelo de Ávila, onde viveu um período no relaxamento, pois muito se apegou às criaturas, parentes e conversas destrutivas, assim como conta em seu livro biográfico.

Certo dia, foi tocada pelo olhar da imagem de um Cristo sofredor, assumiu a partir dessa experiência a sua conversão e voltou ao fervor da espiritualidade carmelita, a ponto de criar uma espiritualidade modelo.

Foi grande amiga do seu conselheiro espiritual São João da Cruz, também Doutor da Igreja, místico e reformador da parte masculina da Ordem Carmelita. Por meio de contatos místicos e com a orientação desse grande amigo, iniciou aos 40 anos de idade, com saúde abalada, a reforma do Carmelo feminino. Começou pela fundação do Carmelo de São José, fora dos muros de Ávila. Daí partiu para todas as direções da Espanha, criando novos Carmelos e reformando os antigos. Provocou com isso muitos ressentimentos por parte daqueles que não aceitavam a vida austera que propunha para o Carmelo reformado. Chegou a ter temporariamente revogada a licença para reformar outros conventos ou fundar novas casas.

Santa Teresa deixou-nos várias obras grandiosas e profundas, principalmente escritas para as suas filhas do Carmelo : “O Caminho da Perfeição”, “Pensamentos sobre o Amor de Deus”, “Castelo Interior”, “A Vida”. Morreu em Alba de Tormes na noite de 15 de outubro de 1582 aos 67 anos, e em 1622 foi proclamada santa. O seu segredo foi o amor. Conseguiu fundar mais de trinta e dois mosteiros, além de recuperar o fervor primitivo de muitas carmelitas, juntamente com São João da Cruz. Teve sofrimentos físicos e morais antes de morrer, até que em 1582 disse uma das últimas palavras: “Senhor, sou filha de vossa Igreja. Como filha da Igreja Católica quero morrer”.

No dia 27 de setembro de 1970 o Papa Paulo VI reconheceu-lhe o título de Doutora da Igreja. Sua festa litúrgica é no dia 15 de outubro. Santa Teresa de Ávila é considerada um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Mesmo ateus e livres-pensadores são obrigados a enaltecer sua viva e arguta inteligência, a força persuasiva de seus argumentos, seu estilo vivo e atraente e seu profundo bom senso. O grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório, a tinha em tão alta estima que a escolheu como patrona, e a ela consagrou-se como filho espiritual, enaltecendo-a em muitos de seus escritos.

Santa Teresa de Ávila, rogai por nós!

95cfe5_243ab4dd62c743ba900a701e7f193eed.png

Nada te turbe,
Nada te espante;
Quien a Dios tiene
nada le falta.

Nada te turbe,
Nada te espante;
Sólo Dios basta.


Festa de Santa Teresinha do Menino Jesus

 

 

IMG_20170924_190923600.jpg

DE COLORES

Ainda iniciando a Primavera, celebramos a Santa das Rosas!
O JEITO DE VIVER DE TERESINHA, é um jeito jovem, agradável, jovial, alegre, atraente, feliz, contagiante!
O JEITO DE VIVER DE TERESINHA, é um jeito de Primavera, que nos convida para colorirmos a nossa vida, reavivando e redescobrindo o amor, para voltarmos a ser amáveis uns com os outros.
Fazendo a Primavera acontecer em nossa vida, nós também iremos PRIMAVERAR A VIDA DOS OUTROS!
Fazer a Primavera acontecer na nossa vida e na vida dos outros, nada mais é do que sermos pessoas que sintam a “ALEGRIA DO EVANGELHO!”
Nosso Papa Francisco nos diz:
“Ser amável não é um estilo de vida que o cristão possa escolher ou rejeitar.
Ser amável faz parte das exigências irrenunciáveis do amor!”
FELIZ FESTA DE SANTA TERESINHA PARA VOCÊ!
Obrigado por ter participado desta novena.
Um grande abraço, repleto das alegrias de uma vida que seja PRIMAVERA!

Frei Ivo OCD