Iniciemos este mês refletindo sobre o chamado de Deus em nossas vidas e como podemos melhor atendê-Lo.

Parece-me mais do que é justo que a Igreja dedique o mês de agosto às vocações, entendidas como os vários “ministérios” que o Senhor quer infundir para o serviço ao Cristo presente em todos os membros da humanidade.

Toda vocação é um chamado por parte de alguém. Deus é fonte de todas as vocações. Muitas vocações fracassam porque o ser humano acha que ele pode determinar a sua vida como bem pensar, mas, na verdade quem vai orientando a vida é o mesmo Espírito Santo.

É importante re-devolver ao ser humano o sentido verdadeiro de “vocação” como chamado por parte de Deus. Não há dúvida que a vida é o grande, maior dom que Deus pode fazer a alguém. É chamá-lo do “nada” e inseri-lo no mundo para que ele seja um sinal vivo do seu amor. Ninguém dá a vida a si mesmo, mas uma vez que recebe a vida ele deve ser capaz de cultiva-la, de ama-la e de transmiti-la aos demais.


Parece-me que uma boa parte da confusão que se vê por aí deve-se ao fato que temos perdido de vista que somos enviados ao mundo não para dominar mas sim para amar, não para fazer dos outros “degraus” para subir, mas de mãos dadas construir um futuro que seja melhor e mais bonito. A cada pessoa cabe esta responsabilidade.


O mês vocacional é o momento de Deus que nos questiona e pergunta: que você está fazendo neste mundo? Será que vai deixa-lo um pouco melhor do que quando você veio habita-lo? Uma vocação não pode ser frustrada. A vida deve ser vivida com qualidade, com amor, com alegria. Deus, alegria infinita, nos quer felizes. Nenhum ser humano tem vocação para fazer o mal ou passar por aqui triste e abatido. Deus nos ama e o amor de Deus se espalha no mundo através do meu amor”.