“O medo ia embora à medida que me preenchia de Deus”

Desde quando suas filhas eram pequeninas, Zélia ensinava cada uma delas a amar Maria. No mês dedicado a Maria, as filhas eram incentivadas a fazer um pequeno altar em seus quartos para Nossa Senhora. E não poderiam ser feitos de qualquer maneira, para que pudessem passar pelo crivo da mãe e receber uma boa nota.

Havia uma espiritualidade mariana no lar de Luís e de Zélia. Por isso, ao ensinar as meninas a olhar para Maria, estavam também indicando com segurança onde buscar refúgio.

Maria era para eles um castelo forte e fonte de consolo e abrigo; um exemplo daquilo que é finito mergulhando no infinito. Maria, em Deus, torna-se também infinita, a fim de proteger os que nela buscam refúgio.

Na catequese, que acontecia diariamente no interior da casa de Luís e de Zélia, mostrava-se e se via que Maria é o castelo forte para onde podemos correr em meio às situações conflitivas. caminhar em direção a Maria tonava-se praticamente sinônimo de buscar a companhia materna daquela que caminha ao nosso lado, de mãos dadas com cada um de nós.

No entanto, e isso precisamos aprender com o nosso santo casal, somente estaremos protegidos dentro do castelo. E, nesse caso, precisamos fazer a experiência de uma espiritualidade mariana, ou seja, assim como ela mergulhou em Deus, o finito no infinito, precisamos também mergulhar em Maria. Assim, Maria não se apresentava como uma figura importante e presa ao passado, mas, era atualizada a cada dia na vida da família. Maria estava mais viva do que nunca. Por isso, todos os filhos traziam na composição de seus nomes MARIA, a fim de que todos se lembrassem da presença constante da Boa Mãe entre eles.

Na espiritualidade mariana, que nasce no interior da casa de Luís e de Zélia, aprendemos que aqueles que carregam qualquer tipo de insegurança no coração deveriam caminhar em direção Daquela que é a mais segura das mulheres. Afastar-se dela resgata o medo, e nos coloca diante dos pavores que procurávamos evitar.

Muitos são aqueles que preferem viver inseguros, mesmo que ao lado deles exista um castelo; outros tantos são aqueles que preferem viver desabrigados e sozinhos, enquanto a mãe estende sua preciosa mão para trazê-los para bem perto de si. Mas, é preciso aprender com Luís e Zélia a fazer a melhor opção, ou seja, nada é mais inteligente do que, em meio à insegurança do cotidiano, buscar refúgio no coração de nossa Mãe.

ORAÇÃO

“Boa Mãe, venha ao encontro da minha família. Assim como a Sagrada Família esteve sob seus cuidados, estenda seu manto sagrado sobre nós e nos proteja.”

Trecho do livro: Nos Passos de São Luís e Santa Zélia: Os Pais de Santa Teresinha

Autor: Luiz Alexandre Solano Rossi