“Janua Coeli”

A Santíssima Virgem

Sinal da Cruz.
Vinde Espírito Santo.

A devoção à Mãe de Jesus é condição essencial para a vida do Cristão. Todos os santos amaram apaixonadamente Maria.

Se através da Virgem Maria, o Verbo se fez carne, ele também continua a se encarnar em nossas vidas por meio de Nossa Senhora. A devoção à Virgem Maria não impede mas auxilia os cristãos a adorar e servir a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Maria Santíssima é, depois de Jesus Cristo, o mais sublime modelo de todas as virtudes: piedade, pureza, humildade, paciência, fortaleza e sobretudo de ardente amor a Deus e ao próximo. Jesus, morrendo na cruz, nos legou sua Mãe por nossa mãe: “Filho, eis aí tua mãe. Mãe, eis aí teu filho”.

Elisabeth via em Maria o modela das almas contemplativas. Seu diário de jovem é cheio de referências a Maria. Gostava de contemplá-la na Encarnação, toda silenciosa, adorando o Verbo que nela habitava. A Virgem que tudo guardava no silêncio de seu coração. Encontrava nela seu ideal, alma recolhida e adoradora, ao mesmo tempo caridosa e prestativa. Em especial, nos últimos meses de vida, Maria foi para ela a porta que a levaria ao seio da Trindade Santa. Chamava-a “Janua Coeli”, Porta do Céu, aquela que a revestiria das vestes da glória, que a conduziria ao tão desejado átrio Eterno!

“Ninguém penetrou jamais no Mistério de Cristo, em toda a sua profundidade, senão a Santíssima Virgem; como os santos ficam na sombra, quando olhamos para a claridade da Virgem!…” UR 2

“O Rosário é a corrente que nos une a Maria. Com a prática da recitação do rosário, Maria dirige a nossa barquinha sobre as ondas agitadas desta vida… E temos a certeza de que chegaremos ao porto da salvação eterna.” (Diário – 23/03/1899)

“Existe um coração de Mãe onde você pode refugiar-se. É o coração da Virgem. Ele experimentou todos os tormentos e todas as angústias. No entanto, soube manter-se sempre calmo e forte, porque apoiado no Coração de Cristo.” (Carta 119)

“Com que paz, com que recolhimento Maria se aproximava de tudo e fazia todas as coisas! Até as coisas mais banais ela divinizava! Em tudo e por tudo, a Virgem permanecia em adoração ao Bom Deus. E isso não a impedia de prodigalizar-se ao extremo, quando se tratava de praticar a caridade.” (CF 38-40)

Reflexão…

“Ecce Mater tua – Eis aí tua Mãe! E dessa hora em diante, o discípulo a levou para sua casa.”   ( Jo 19,27 )

Oração: Pai Nosso, Ave-Maria, Glória

Oração final: Senhor, nosso Deus e Pai, nós te louvamos e bendizemos porque suscitastes na tua Igreja e no Carmelo a Santa Elisabeth da Trindade, para que nos ajudasse a descobrir-nos cada vez mais habitação eterna do Amor Trinitário. Senhor, que toda alma que sofre de solidão, depressão e tristeza possa buscar em Elisabeth um modelo de comunhão e de intimidade com o mistério Trinitário. Saber-nos amados, habitados pela Trindade Santa, é motivo para sermos desde já sempre felizes e o céu, o paraíso sem fim. Que Maria, habitação da Trindade e Porta do Céu nos abençoe. É o que te pedimos, por Cristo, Vosso Filho e nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Fonte: Alma Carmelita