No dia 28 de março de 1515, nasceu em Ávila, nossa Santa Mãe e Fundadora do Carmelo Descalço: Teresa Sánchez de Cepeda e Ahumada.

Nossa Província Nossa Senhora do Carmo possui comunidades OCDS dedicadas a Santa Teresa de Jesus em Curitiba, Porto Alegre e Caxias do Sul.

D. Alonso Sánchez de Cepeda escreveu: “Aos vinte e oito dias do mês de março do ano de mil quinhentos e quinze, uma quarta-feira, nasceu Teresa, minha filha, às cinco horas da manhã, meia hora mais, meia hora menos, aos primeiros alvores do dia.”.

O Ângelus da aurora começou a soar na igreja de São Domingos; depois, repicaram todos os sinos de Ávila: os de São João, São Pedro, Santo Isidoro e São Cebrião, São Nicolau, São Tiago, São Romão.

A 4 de abril, o padrinho e a madrinha da pequena Teresa pediam em seu nome, na igreja paroquial de São João, “a fé e a vida eterna”. Naquele mesmo dia, inaugurava-se o mosteiro da Encarnação, convento de carmelitas da Regra mitigada: abriam-se já as portas da casa de Deus em que aquele que a batizava “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” a convidava a entrar.

A menina recebeu o nome de Teresa, em memória, sem dúvida, de duas das avós: a bisavó paterna, Teresa Sanchez, e a avó materna, Teresa de las Cuevas. (Marcelle Auclair)

A santa Madre veio ao mundo, transformou a Igreja e continua a transformar nossos corações. Como dizia Santo Enrique de Ossó e Santa Benedita da Cruz, “Teresa continua viva e atuante na Igreja”.

Rogai por nós Santa Madre!

Aproveitamos a oportunidade para compartilhar uma mensagem do Papa Francisco sobre o “Realismo Teresiano”, especialmente importante nesse período de pandemia:

“A santa, escritora e mestra de oração, foi fundadora e ao mesmo tempo missionária pelas estradas da Espanha. A sua experiência mística não a separou do mundo, nem das preocupações das pessoas. Pelo contrário, incutiu-lhe impulso e coragem renovados para os afazeres e tarefas de cada dia, dado que «o Senhor se encontra até no meio dos tachos» (Fundações, 5, 8).

Ela vivia as dificuldades da sua época — muito complicada — sem ceder à tentação do queixume amargo mas, ao contrário, aceitando-as na fé como uma oportunidade para dar mais um passo ao longo do caminho. Pois «para Deus cada momento é bom, quando Ele deseja conceder grandes graças àqueles que O servem»(Fundações, 4, 5).

Hoje, Teresa diz-nos: reza mais para entenderes bem o que acontece ao teu redor e, assim, para agires melhor. A oração derrota o pessimismo e gera boas iniciativas (cf. Moradas, VII,4, 6). Nisto consiste o realismo teresiano, que exige obras e não emoções, amor e não sonhos; o realismo do amor humilde diante de um ascetismo ofegante!

Às vezes, a santa abrevia as suas cartas amáveis, dizendo: «Estamos a caminho!» (Carta 469, 7.9), como expressão da urgência de continuar até ao fim a tarefa iniciada.Quando o mundo arde, não se pode perder tempo em questões de pouca importância. Gostaria que contagiasse todos, esta santa pressa de sair para percorrer os caminhos do nosso tempo, com o Evangelho na mão e o Espírito no coração!”

Papa Francisco

Fonte:

http://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/pont-messages/2014/documents/papa-francesco_20141015_messaggio-500-teresa-avila.html